Sem título


Vivo em um mundo paralelo. Sou alheia até as coisas que não deveria ser… Ontém fui em uma festa em que meus amigos se divertiam muito. Sem perceber, me isolei. Me isolei porque precisava de refúgio. Por dentro eu gritava por ajuda, mas minha voz se calava. Meus olhos transpareciam tristeza… Era só meu coração, tentando se comunicar. Foi quando comecei a chorar. Algo incontrolável. Sem pausas, e seguido de um soluço gritante, um soluço que pede ajuda, clemência por socorro. Um soluço de como quem diz: Não vou desistir de você, menina. Eu acho que no fundo, meu refúgio sou eu. A menina menos próxima de mim  da festa, sentou-se ao meu lado, e me surpreendeu com um simples: Tá tudo bem? Sabe aquelas perguntas meio óbvias, em que você nem precisa responder, pois a resposta está tatuada na sua testa? Após horas de conversa, finalizamos com um abraço. Ela oferecera ajuda a uma estranha. Lembro bem da frase “Você não tem amigos de verdade, e é o que você precisa nesse exato momento. Nem eu tenho amigos de verdade. Um ou outro a gente tem, mas parece que tão longe quando a gente realmente precisa deles, né?” Parece que estão cada vez mais longe.. E ainda me perguntam porque sou tão alheia.

Fernanda Konzen.

— 4 months ago